Sessão I

Um ano...
Passou-se um ano...
Um ano e não estou nem um passo mais perto do demónio, Ollothond. Sei bem que não é um demónio, mas sim um grande dragão azul, de certeza muito mais velho do que eu alguma vez serei... mas tal não me importa. Esta noite será a ultima que passarei em Scornubel, sinto-o. Saio amanhã com uma Drow, de nome Sionna, para lhe pagar uma divida de honra que contraí -
foi ela que tentou resgastar a minha irmã Alarielle, partida, às beiras da morte. Devo-lhe pois tentou ajudar, mesmo que não a tivesse conhecido de lado algum. O pouco que apra ela talvez fosse para mim é muito. Mas Alarielle morreu, presa de um ataque sentido de uma besta malévola. Ainda hoje sinto a sua vida desaparecer de seus olhos, o calor desaparecer do seu
corpo, escapar-me por entre os dedos... A alma eterna capturada por Ollothond, e eu tenho que a libertar, ela pede-me!!
A Drow reuniu um pequeno - e estranho - grupo de aventureiros, e a nossa missão parece ser recuperar um simbolo de um deus dos anões, Moradin. A caravana foi assaltada poucas léguas antes de Triel e, como ela não tinha nenhum batedor, ofereci-me para a ajudar. Mas devo dizer que o resto da equipa não me impressiona: 2 Drows e 2 Humanos.
Os Drow parecem-me ter uma relação Mestre-Escravo, o que abomino, já que nenhuma pessoa deveria ser submetida á vontade de outra. O suposto escravo olha-me de lado e evita-me, e os seus olhos pedem para que não olhem para ele, enquanto o Mestre, intitulando-se Mercador por arte, tratou de nos arranjar um Ptauro "em saldos" com um Halfling bebedo a bordo... Halfling
que terei perto de mim, para lhe mandar umas chapadas de vez em quando caso ele adormeça ou se arme em engraçadinho. Os humanos sao o paradoxo um do outro. O mais alto, de cabelo rapado, possui o porte de um guerreiro nato - é possivel que venha de boas familias das
cidades mais ricas a Sul ou a Oeste. Sinto que posso confiar nele. Infelizmente tal não posso dizer do outro, um fanfarrão racista que parece mais preocupado em insultar os Drow e enaltecer as suas próprias (e até agora invisiveis) qualidades do que em fazer qualquer coisa de jeito para o
grupo. Vou mante-lo debaixo de olho nos próximos dias, pois os seus olhos escondem artimanhas por mostrar, e sarilhos por atrair.
O Mestre Alversond, na sua gentil nobreza, deixou que eu leva-se algumas das suas armas e escudos para armar a equipa. Na realidade bastou falar do simbolo de Moradin e Alversond, inundado de uma furia religiosa, quase que se voluntariou a ir connosco em pessoa. Não falei com Sarvael, mas sinto que ela sabe para onde vou, e estará á minha espera quando voltar, com mais para me ensinar.
Assim saio com uma equipa feita á pressa numa demanda inconsequente... E escamas azuis a comerem-me a alma.

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